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RD
Submetido em 16/12/08 - 01:13 PM
Quando a realidade do mundo exterior é demasiado pesada e a consciência reprimida se vê forçada a agachar-se a um canto escuro (bem camuflada para que nenhum ”predador” a possa detectar), é geralmente por detrás de um qualquer mundo de fantasia que a lucidez se resguarda e recupera forças. Foi exactamente isso que ontem se verificou estar a acontecer com parte da comunidade lusófona do Second Life, no cenário maravilhoso construído pelo TPGLourenço Forcella (Rui Lourenço) e pela Afrodite Ewry (Célia Gaião).
Nas minhas quatro semanas de convívio, com os mais criativos e energéticos arquitectos Second Life e artistas portugueses (e não só!) que marcam presença nesta plataforma tridimensional de comunicação, já tinha tido oportunidade de verificar que, na Alma Portuguesa (comunidade em que resido na maior parte do tempo, quando acedo), me encontro também rodeado de pessoas (e não “bonecos”) inteligentes, cultas, disponíveis e particularmente autênticas (quantas vezes dei por mim a pensar que algumas são, ali, bem mais autênticas que nas suas vidas “reais”!). Nem essa verificação, no entanto, me preparou para o que aconteceu ontem, algures no “céu” da Ilha Alma, no interior (literal) de um planeta, onde o cenário fora montado.Três horas durou o evento oficialmente, sendo que, no total, contabilizando-se também os debates informais que posteriormente ocorreram entre os que tinham mais vontade de ficar que de partir, foram mais de cinco as horas ocupadas no Second Life directa ou indirectamente com as questões suscitadas pela apresentação. Inacreditável, de facto, e impensável sequer na vida real.
A meu lado (RuiDiniz Dezno), nesta sala virtual inspirada em um dos locais pelos quais a narrativa do livro passa, sentaram-se TPGLourenço Forcella, que deu início ao evento e moderou o sumarento debate que se seguiu, e LuisGaspar Gazov (Luiz Gaspar), que apresentou não só o autor como a obra àqueles que compareceram (mais de 40 espectadores ao todo). Choveram perguntas interessantes de todo o lado, colocadas com fome de debate e devidamente fundamentadas quando oportunidade houve para as debater. Falou-se da psique humana, da sua ligação à Terra enquanto ser vivo e consciente e às várias versões de Deus, mas também de religião e um pouco até do estado cultural do país. Tudo matérias importantes a que, apraz-me, este evento deu tempo de antena, não só num canal de comunicação, como (principalmente) na mente de cada um dos participantes.
“Olympus: A Profecia do Grande Espírito” foi devidamente apresentado, tendo-me cabido a leitura de excertos (mais que os que esperava – a pedido!) e tendo tido oportunidade de expôr a sua “côr” literária, bem como as suas mensagens. Não sei o que me esperará de futuro, em que outros eventos tão interessantes participarei, mas estou absolutamente seguro que este jamais me sairá da memória.
Um agradecimento especial ao TPGLourenço Forcella, à Afrodite Ewry, à Luana Jorysch (pela bela brochura de apresentação), ao Connor Whitman (Frederico Cunha) pelo magnífico (e ultra-rápido!) trabalho na criação de guarda-roupa virtual, à Lua Sweetwater (Mafalda Sanches), à CarmindaProença Magic (Carminda Proença), ao 1afterlab Aeon, à Aradhana Luminos (Otília Martel), ao Rui Vollmar, à RosaBranca Scribe (Patrícia Chão) e à Lusitana Python (Ana Ferreira) pelas perguntas e comentários pertinentes e por fim à Lizie Bashly (Isabel Silva) por nos ter trazido tanto da sua experiência e sabedoria no ramo da pediatria na conversa que se desenrolou, espontânea e informalmente, após o evento.
Lembra-se da última vez que um evento fez tanto por si?
Eu não.
Submetido em 16/12/08 - 01:13 PM
Quando a realidade do mundo exterior é demasiado pesada e a consciência reprimida se vê forçada a agachar-se a um canto escuro (bem camuflada para que nenhum ”predador” a possa detectar), é geralmente por detrás de um qualquer mundo de fantasia que a lucidez se resguarda e recupera forças. Foi exactamente isso que ontem se verificou estar a acontecer com parte da comunidade lusófona do Second Life, no cenário maravilhoso construído pelo TPGLourenço Forcella (Rui Lourenço) e pela Afrodite Ewry (Célia Gaião).
Nas minhas quatro semanas de convívio, com os mais criativos e energéticos arquitectos Second Life e artistas portugueses (e não só!) que marcam presença nesta plataforma tridimensional de comunicação, já tinha tido oportunidade de verificar que, na Alma Portuguesa (comunidade em que resido na maior parte do tempo, quando acedo), me encontro também rodeado de pessoas (e não “bonecos”) inteligentes, cultas, disponíveis e particularmente autênticas (quantas vezes dei por mim a pensar que algumas são, ali, bem mais autênticas que nas suas vidas “reais”!). Nem essa verificação, no entanto, me preparou para o que aconteceu ontem, algures no “céu” da Ilha Alma, no interior (literal) de um planeta, onde o cenário fora montado.Três horas durou o evento oficialmente, sendo que, no total, contabilizando-se também os debates informais que posteriormente ocorreram entre os que tinham mais vontade de ficar que de partir, foram mais de cinco as horas ocupadas no Second Life directa ou indirectamente com as questões suscitadas pela apresentação. Inacreditável, de facto, e impensável sequer na vida real.
A meu lado (RuiDiniz Dezno), nesta sala virtual inspirada em um dos locais pelos quais a narrativa do livro passa, sentaram-se TPGLourenço Forcella, que deu início ao evento e moderou o sumarento debate que se seguiu, e LuisGaspar Gazov (Luiz Gaspar), que apresentou não só o autor como a obra àqueles que compareceram (mais de 40 espectadores ao todo). Choveram perguntas interessantes de todo o lado, colocadas com fome de debate e devidamente fundamentadas quando oportunidade houve para as debater. Falou-se da psique humana, da sua ligação à Terra enquanto ser vivo e consciente e às várias versões de Deus, mas também de religião e um pouco até do estado cultural do país. Tudo matérias importantes a que, apraz-me, este evento deu tempo de antena, não só num canal de comunicação, como (principalmente) na mente de cada um dos participantes.
“Olympus: A Profecia do Grande Espírito” foi devidamente apresentado, tendo-me cabido a leitura de excertos (mais que os que esperava – a pedido!) e tendo tido oportunidade de expôr a sua “côr” literária, bem como as suas mensagens. Não sei o que me esperará de futuro, em que outros eventos tão interessantes participarei, mas estou absolutamente seguro que este jamais me sairá da memória.
Um agradecimento especial ao TPGLourenço Forcella, à Afrodite Ewry, à Luana Jorysch (pela bela brochura de apresentação), ao Connor Whitman (Frederico Cunha) pelo magnífico (e ultra-rápido!) trabalho na criação de guarda-roupa virtual, à Lua Sweetwater (Mafalda Sanches), à CarmindaProença Magic (Carminda Proença), ao 1afterlab Aeon, à Aradhana Luminos (Otília Martel), ao Rui Vollmar, à RosaBranca Scribe (Patrícia Chão) e à Lusitana Python (Ana Ferreira) pelas perguntas e comentários pertinentes e por fim à Lizie Bashly (Isabel Silva) por nos ter trazido tanto da sua experiência e sabedoria no ramo da pediatria na conversa que se desenrolou, espontânea e informalmente, após o evento.
Lembra-se da última vez que um evento fez tanto por si?
Eu não.
"Talvez não haja já retrocesso possível, mas nada nos aconteceu que não tivéssemos deixado acontecer. Nós criámos as condições, abrimos as portas das nossas existências à toxicidade que nos engole há eternidades e hoje vivemos confundidos com o que nos tornámos, divididos entre o ser e o parecer, entre o sentir e o fingir."
Rui Diniz: Terra: Os Deuses Vivem! - excerto do Prólogo