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RD
Submetido em 01/03/09 - 12:09 PM
Imersa no cativante ambiente de uma das livrarias emblemáticas de Lisboa, a apresentação de "Olympus: A Profecia do Grande Espírito" tomou lugar.
Muito poucos foram os convidados que compareceram. Ainda assim, o evento atraíu a atenção de alguns dos presentes que tomaram a iniciativa de assistir ao mesmo de perto e de outros ainda que preferiram focar a sua atenção a partir do local onde se encontravam no momento, tendo tal sido possibilitado pela instalação sonora, cuja utilização a Livraria Barata gentilmente cedeu.
A breve introdução esteve a cargo de Andreia Varela, Coordenadora de Edição da Papiro Editora, na qual expressou as principais motivações, artísticas e outras, para a escolha desta obra para publicação. Passou-me de seguida a palavra.
Usei o meu tempo para falar da génese da obra, ler alguns excertos - de modo a deixar algum "sabor" do livro no "paladar" dos presentes - e ainda para, através da leitura do poema "Profeta" de António Vitorino, dar a entender as minhas motivações literárias:
Profeta
não te baste afirmá-lo
melhor é mesmo sê-lo
e ainda que o sejas
melhor é calá-lo.
a tua verdade
te deve bastar:
afirma tão-só
a tua verdade.
sê para o tempo presente
um poeta
(o que já não é pouco
no tempo presente)
e deixa que o tempo
se encarregue de mostrar
e demonstrar
se a tua verdade
além de ser hoje a tua verdade
(o que já não é pouco)
virá também a ser uma outra
verdade.
ninguém é profeta
no seu próprio tempo.
António Vitorino
Seguiram-se algumas interessantes e pertinentes perguntas por parte de uma atenta espectadora e da própria Andreia. Adoro que me sejam colocadas questões e é sempre com muito gosto que dou as respostas mais sinceras e completas possíveis. Muito agradeço a oportunidade e a atenção dos presentes.
Fui informado que, em Março, "Olympus: A Profecia do Grande Espírito" será incluído num evento que juntará vários géneros literários bem como autores. Parece-me interessante. Assim que souber detalhes mais concretos, divulgá-los-ei aqui.
rd@ruidiniz.net
Submetido em 01/03/09 - 12:09 PM
Imersa no cativante ambiente de uma das livrarias emblemáticas de Lisboa, a apresentação de "Olympus: A Profecia do Grande Espírito" tomou lugar.
Muito poucos foram os convidados que compareceram. Ainda assim, o evento atraíu a atenção de alguns dos presentes que tomaram a iniciativa de assistir ao mesmo de perto e de outros ainda que preferiram focar a sua atenção a partir do local onde se encontravam no momento, tendo tal sido possibilitado pela instalação sonora, cuja utilização a Livraria Barata gentilmente cedeu.
A breve introdução esteve a cargo de Andreia Varela, Coordenadora de Edição da Papiro Editora, na qual expressou as principais motivações, artísticas e outras, para a escolha desta obra para publicação. Passou-me de seguida a palavra.
Usei o meu tempo para falar da génese da obra, ler alguns excertos - de modo a deixar algum "sabor" do livro no "paladar" dos presentes - e ainda para, através da leitura do poema "Profeta" de António Vitorino, dar a entender as minhas motivações literárias:
Profeta
não te baste afirmá-lo
melhor é mesmo sê-lo
e ainda que o sejas
melhor é calá-lo.
a tua verdade
te deve bastar:
afirma tão-só
a tua verdade.
sê para o tempo presente
um poeta
(o que já não é pouco
no tempo presente)
e deixa que o tempo
se encarregue de mostrar
e demonstrar
se a tua verdade
além de ser hoje a tua verdade
(o que já não é pouco)
virá também a ser uma outra
verdade.
ninguém é profeta
no seu próprio tempo.
António Vitorino
Seguiram-se algumas interessantes e pertinentes perguntas por parte de uma atenta espectadora e da própria Andreia. Adoro que me sejam colocadas questões e é sempre com muito gosto que dou as respostas mais sinceras e completas possíveis. Muito agradeço a oportunidade e a atenção dos presentes.
Fui informado que, em Março, "Olympus: A Profecia do Grande Espírito" será incluído num evento que juntará vários géneros literários bem como autores. Parece-me interessante. Assim que souber detalhes mais concretos, divulgá-los-ei aqui.
rd@ruidiniz.net
"Era portanto, e tal como na ciência agrícola, um ciclo de semeio, rega e colheita, aplicado à sociedade. Com isso, conseguiam algo absolutamente engenhoso: o reforço da ideia de que o trabalho escravo era natural e que a civilização opressora era a melhor possível, optimizando e maximizando assim o momento da colheita pelos "deuses"."
Rui Diniz: Olympus: A Profecia do Grande Espírito - excerto da Parte VII